segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um verdadeiro pesadelo!

Foi o que vivemos nos últimos dias. Tudo começou na 4ª-feira quando cheguei a casa dos meus pais com a Beatriz e o Nuninho para almoçarmos, era meio dia. Quando tiro o Nuninho do ovo ele começa com uma tosse constante e aflitiva, difícil de passar, teve dois ataques destes, que não me agradaram nada, o bebé ficava mesmo muito aflitivo, decidi leva-lo à médica. Por volta das 16h estava a ser observado, a médica auscultou-o nas costas mas assim que lhe olha para o peito diz que o vai encaminhar para o hospital para fazer aerossóis, pois teria de fazer durante algum tempo e como entretanto o consultório fechava não era tempo suficiente para lhe fazer os aerossóis. Já no hospital fomos atendidos por uma médica do mais estúpido que pode haver mas nem eu nem o meu marido tivemos reacção aos constantes ataques que nos fez pois estavamos demasiado nervosos, preocupados e abananados com toda a situação. Observou o bebé, e fez-nos algumas perguntas nomeadamente se havia na familia alguém com doenças respiratórias, dissemos que o Gasparzinho tinha tido asma na infância, fez aerossóis ao Nuninho com ventilan, no meio disto tudo ia fazendo as suas investidas: mas não perceberam que o bebé está com falta de ar? mas há quantos dias já esta assim? e ele come alguma coisa? (nunca deixou de mamar, inclusivé dei-lhe peito na sala de espera da médica dele, respondi-lhe), e ele consegue comer? assim como está?, e não conseguiram perceber o que o bebé tinha? nem o pai que já teve problemas respiratórios?

Mas a parte pior ainda estava para vir,foi quando ela nos diz que fica internado e tem de fazer análises, não me consegui controlar e para dizer a verdade só deixei de chorar ontem. Já na parte de internamento fomos para a sala de tratamentos para lhe tirarem sangue e ser aspirado. Primeiro foi aspirado, uma coisa horrrível, colocam uma sonda pouco mais grossa que um esparguete e para ai com 30 cm pelo nariz a dentro do bebé e depois pela boca, e aquele tubo enorme vai desaparecendo e o bebé chora, chora e chora e nós com ele. Depois tiveram de lhe fazer força nas mãozinhas para encontrar as veias, e o meu bebé continuava a chorar desalmadamente, eu lá ia falando com ele, dava-lhe beijinhos e festinhas mas nada o acalmava. Picaram e começaram a tirar-lhe sangue e ele continuava a chorar imenso e depois tentaram colocar-lhe o cateter mas não conseguiram das duas vezes que tentaram. Disseram que foi por estar febril e que tentavam mais tarde. Colocaram-lhe um supusitório e voltamos para o quarto. Fui engolir alguma coisa (pois fome não tinha mas não podia deixar de comer para ter leite para o meu filho) porque depois o Gasparzinho tinha de ir embora só eu podia passar lá a noite. Ele ia buscar a Beatriz que estava em casa dos meus pais, iam os dois para casa e no dia a seguir ia deixa-la na escolinha. Por volta das 21h ficamos sozinhos os dois e enquanto ele exausto e dorido dormia eu chorava. Pouco depois voltam as enfermeiras a dizer que tem de lhe voltar a tentar colocar o cateter, novo arrepio na espinha, pergunto então para que o tem de colocar dizem-me caso precise de soro ou de alguma medicação, ao que responde que se caso necessite é mais lógico colocarem nessa altura pois pode nunca ser preciso e estão a picar o meu bebé sem necessidade ao que me respondem que tem de ser, são ordens da médica e os procedimentos, mas se eu não quiser ver elas levam-no para a enfermaria e que o trazem com o cateter já colocado. Nem pensar! Posso ter um medo que me pelo de agulhas mas jamais ia deixar o meu filho sozinho, mais que não seja estou ali dar-lhe carinhos. E mais uma vez, como podem imaginar, o Nuninho chorou imenso e eu também. Por volta das 22.30h acorda e voltam a aspira-lo com a sonda, é atroz ver aquilo, o sofimento que lhe estão a causar mas que ao mesmo tempo sei que tem de ser pois é para o bem do Nuninho, no fim ele continua a chorar, então começo a dar-lhe peito e nada, não saia nada e ele chorava e eu chorava e só pensava fiquei sem leite. A enfermeira chega e perante isto pergunta-me se quero suplemento, digo que sim, não ia deixa-lo passar fome, mas rejeita, não tem fome é mais uma birra de sono, que ultimamente vem sendo habitual, luta contra o sono, mas lá consigo acalma-lo e adormece-lo. Por volta da meia noite fazemos aerossóis com ele a dormir, e como os níveis de oxigénio estavam baixos por volta das 3h da manhã é novamente aspirado com aquelas sondas horríveis, mais um sofrimento enorme para o meu bebé, que chora compulsivamente e também eu choro, de seguida tento mais uma vez dar-lhe peito e já corre qualquer coisa, não na quantidade habitual mas foi um alívio. A qualidade também não estava igual pois por volta das 5h da manhã voltou a mamar e depois adormeceu. Às 6 e tal consegui adormecer eu mas às 7 e qualquer coisa a enfermeira veio fazer mais aerossois e desligou o oxigénio. Passei parte da noite a trocar sms com o Gasparzinho que também não dormiu nada. Entretanto já estava o dia a clarear e haviam mais movimentações e eu fico com o meu bebé ao colo a dormitarmos os dois. Entretanto vem mais uma enfermeira que me diz que vamos deixar as urgências e vamos para o internamento pediatrico, disse-lhe que pensava que nesse dia regressavamos a casa disse-me que não e que provavelmente nem no dia a seguir, aparece um médico que me confirma a transferência para o outro lado e me diz logo que nesse dia não saio e que no dia a seguir logo se ve. Chega o Gasparzinho e vamos para a ala pediatrica, e aparece mais uma enfermeira que nos ensina todos os procedimentos e que é de uma simpatia ímpar. Passamos o dia no hospital a fazer os aerossóis à hora marcada, mas sem precisar de oxigénio pois os níveis estão adequados e sem precisar de ser aspirado. À noite no entanto as coisa mudam de figura, por volta das 21.30h volta a fazer aerossóis e é novamente aspirado, no entanto não é necessário colocarem-lhe o oxigénio. Entretanto explicaram-me que só em sono profundo é que o Nuninho precisa do oxigénio para não se cansar tanto a respirar, e enquanto ele utilizar o oxigénio durante a noite passará sempre a noite seguinte, só quando respirar completamente por ele é que lhe dão alta. A noite vai passando os níveis de oxigénio mantem-se bons, mas por volta das 3h da manhã descem bastante, a enfermeira aparece e faz novamente aerossóis, baixa um pouco a cabeceira da cama (o Nuninho esteve sempre a dormir com ela levantada) e explicou-me que ao ter o queijo muito perto do peito também dificulta a respiração, entretanto o bebé tosse 2vezes com bastante força e os níveis de oxigénio estabelizam ao que a enfermeira me informa que podia ter muco agarrado aos pulmões com a tosse se libertou o que permitiu que começasse a respirar melhor. Então disse-me que voltava em 15minutos e que se os níveis de oxigénio se mantivessem não lhe colocava os tubinhos e mantiveram-se. Na manhã seguinte a enfermeira simpática (João) veio vernos e disse que como o Nuninho não precisou de oxigénio, nem teve febre, os dois requisitos essenciais para ter alta, que assim que o pediatra aparecesse ia falar com ele e colocar a cunha para irmos embora mas que tal não devia acontecer antes de almoço. Passado 10minutos aparece a pediatra, que observa o bebé e diz que nos vai dar alta, passado um bocado chega com a alta, a enfermeira vem tirar o cateter ao Nuninho, que nunca foi preciso!!, e o fio que media o oxigénio, eu arrumo tudo, entretano chega o Gasparzinho e saimos dali, com a recomendação de fazer aerossóis em casa mas apenas com soro, aspirar com o narinel e caso tenha febre colocar logo um supositório. Saimos dali directos para o colégio da Beatriz para poder abraçar a minha pricesa pois estava cheia de sudades dela e para poder ve-la mascarada.

Desde 6ªfeira que o Nuninho não sai de casa e temos feito como nos disseram, não voltou a ter febre mas ainda tem tosse e pieira, mas também nos disseram que assim seria e só com o tempo ambos desapareciam. Felizmente já esta melhor o meu bebé e já nos brinda com sorrisos em que vemos a gengivinhas todas, no entanto, o meu menino mesmo doente, no hospital e depois de todo o sofrimento a que foi sujeito, ainda esbouçou uns sorrinhos.

8 comentários:

Mara disse...

Que susto... e entendo bem o sofrimento e angústia que passaram... Mas o importante é qe o Nuninho está em casa e a recuperar bem.
Um grande beijinho e as melhoras rápidas.

Futura mãmã disse...

Oh poxa imagino a vossa afliçao e sofrimento em velo asism e passar por aquilo..que o pequeno fique bem logo. bjinho

Vânia e Mariana disse...

Possas,imagino o susto...ainda bem que o pior passou,agora e mesmo dar tempo ao tempo...
Infelizmente existem médicos,enfermeiros,etc que não tem o mínimo dos mínimos....

As melhoras.

Beijinhos grandes

Helena Carneiro disse...

Muita força e as melhoras para o Nuninho

Velu disse...

Bem amiga, que dias!!
Pelo teu relato deduzo que tenha sido uma brocopneumonia, não?
Espero que o Nuninho esteja a recuperar bem!
Bjs

Cris ♥ disse...

Coitadinho do Nuninho... acho que nem consigo imaginar o que os papás sentiram!!
Há cerca de 15 dias a M. esteve com febre e muita tosse, só quando não lhe consegui baixar o febre é que fui ao hospital. Foi aspirada (chorava ela e eu), fez lá os aerossóis e quando lhe mediram os níveis de oxigénio estavam normais e nós viemos para casa. Foram dias angustiantes ao vê-la com dificuldade em comer e em dormir. Ás vezes no fim de comer dava-lhe um ataque de tosse e vomitava tudo...
A pediatra ensinou-me a ver se ela estava com falta de ar.
Andou uma semana a fazer 3 nebulizações com ventilan por dia. Agora está praticamente nova, mas continuo a fazer as nebulizações só com soro.

Apanhei um grande susto!!!!

Espero que não se volte a repetir este episódio com o Nuninho, já chegou o susto!!!

Beijinho

Lipa disse...

QUe susto com o vosso pequenino... Ainda bem que já está melhor!beijinhos nossos

Mamã da Caroxinha disse...

Meu Deus que susto que apanhaste, nem imagino o quanto esse coração sofreu pelo Nuno e por não estares com a Bé...assim é muito complicado...
Felizmente tudo já passou e espero que ele esteja recuperado desse vírus maldito que o atacou.
Sossego nesse coração de mãe.
beijocas